Política
Falta de recursos atrasa projetos importantes
Os problemas estão por toda parte, com projetos mal executados em diversas áreas. O Hospital Metropolitano de Maceió foi licitado, tinha R$ 79 milhões garantidos, mas a licitação foi suspensa. A macrodrenagem ficou cinco anos parada por irregularidades. Toda a obra de saneamento de Cruz das Almas nunca foi utilizada porque poderia estourar os esgotos de Ponta Verde e Pajuçara. A maternidade de baixo risco para desafogar a lotação da Santa Mônica recebeu R$ 15 milhões do governo federal, tinha R$ 10 milhões de empréstimo, mas não saiu do papel e o dinheiro voltou. O orçamento inicial de R$ 1,5 bilhão do Canal do Sertão já foi para as cucuias. Um planilha atualizada da Seinfra mostra que apenas os trechos 3 e 4 (do quilômetro 64 ao 123) já têm um investimento previsto acima de R$ 1,3 bilhão. Isto sem contar o que foi gasto nos dois primeiros trechos e do que seria necessário investir até o quilômetro 250, em Arapiraca. O projeto deve beneficiar 1 milhão de pessoas em 42 municípios, mas só depois de investir tantos recursos o governo percebeu que as terras do Sertão têm baixa aptidão para agricultura irrigada. De tal modo que, ironicamente, o Canal do Sertão vai beneficiar mais a região vizinha. Estudos apontam que serão mais de 20 mil hectares de irrigação no Agreste, contra apenas 6 mil no Sertão.