Política
Carreira abalada pelo 17 de Julho
Homem simples, polido, educado, dono de uma memória privilegiada, Divaldo Suruagy era considerado um político sério, admirado pelos amigos e amado pelo seu povo. Com esse perfil, acumulou seguidas vitórias na política, ao longo de quase cinco décadas de vida pública. Mas protagonizou, talvez, uma única derrota - a pior que um político pode ter; a mais estrondosa que Alagoas viveu nos últimos 50 anos: seu último mandato de governador, para o qual foi praticamente aclamado pelo povo, com mais de 80% dos votos - a maior votação proporcional registrada no país, nas eleições de 1994 - durou apenas dois anos e meio. Foi encerrado com uma renúncia forçada por um levante popular que ficou marcado na história política alagoana como o ?17 de Julho?. Essa marca ficará para sempre na sua história e na história do Estado. HISTÓRIA Menino pobre, nascido em 3 de março de 1937, em São Luiz do Quitunde, região Norte do Estado, filho de Pedro Marinho Suruagy e Luiza de Oliveira Suruagy, Divaldo ingressou no serviço público ainda adolescente, na função de ?servente? da Prefeitura de Maceió. Inteligente e cumpridor de suas obrigações, logo evoluiu para as funções de escriturário e auxiliar de escritório, até se formar em Economia pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em 1959. Foi chefe de Divisão do IPTU, superintendente da Fundação Educacional de Maceió, diretor-geral e secretário-geral de Administração Municipal.