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Recursos para o Nordeste dependem de ajuste fiscal

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O ajuste fiscal previsto pelo governo federal deve receber apoio dos estados nordestinos. Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, ontem, os nove governadores da região se comprometeram a pedir ajuda às bancadas do Nordeste na aprovação das medidas econômicas que serão votadas pelo Congresso Nacional. Eles levaram à audiência as reivindicações regionais, mas acabaram deixando também apoio à presidente diante dos protestos que pedem por impeachment. Além de discutir as prioridades comuns aos estados da região Nordeste, os governadores entregaram uma carta de solidariedade a Dilma Rousseff, na qual destacam que o legítimo direito de oposição não pode ser confundido ?com teses sem qualquer amparo na Constituição Federal?. ?Um quadro de conflagrações radicalizadas não trará nenhum benefício ao Brasil. A hora exige espíritos desarmados [...]. É neste cenário que os governadores dos Estados do Nordeste conclamam todas as lideranças políticas e a sociedade civil a um amplo entendimento que ponha o Brasil em um novo ciclo de crescimento?, diz parte da carta. Para o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), a carta expressa o compromisso dos gestores com a democracia. Segundo Coutinho, que articulou o encontro, os governadores nordestinos acreditam na convergência no momento de crise, e não no afastamento entre os poderes. O texto afirma que os estados entendem a necessidade de um ajuste fiscal urgente, porém provisório: ?Reconhecemos as dificuldades econômicas por que passa o Brasil [...]. Por essa razão, compreendemos a necessidade de medidas de ajuste fiscal, de caráter transitório e emergencial?. Apesar de apoiar a presidente, o documento afirma que os governadores concordam com as investigações dos escândalos recentes e as consequentes punições aos envolvidos com atos de corrupção. Além dos nove chefes do Executivo estaduais, participaram da reunião o vice-presidente da República, Michel Temer, e os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, do Planejamento, Nelson Barbosa, da Fazenda, Joaquim Levy, da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, e da Previdência, Carlos Eduardo Gabas.

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