loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Pared�es de som e o sossego alheio - I

Ouvir
Compartilhar

SOM AUTOMOTIVO NÃO É CRIME » DANIEL NEVES - Presidente da Associação Nacional da Indústria da Música ? Conselho Brasileiro do Som Automotivo No último ano, tem sido cada vez mais frequente a publicação de reportagens sobre som automotivo. Quase a totalidade destas matérias coloca o tema ?som instalado? associado ao problema de ordem pública. Toda uma cadeia de competidores, fabricantes e apaixonados por som tem sido injustamente condenada, quando não tendo seus equipamentos retirados compulsoriamente por policiais que generalizaram o teor da lei. A crise que se instaura quando um usuário extrapola o limite de som permitido por lei é o mesmo que a polícia ou Câmara dos Vereadores de uma cidade tem quando se generaliza, sem critérios, que um automóvel com um som potente é, por si só, um crime. Partindo da mesma lógica, seria como dizer que todos que têm uma arma são assassinos em potencial; ou por haver corrupção em determinando local, todos que atuam na mesma esfera são corruptos. De acordo com o Artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, poluição sonora, perturbação do sossego é crime. Ponto. No entender da ANAFIMA CBS (Associação Nacional da Indústria da Música ? Conselho Brasileiro do Som Automotivo), o não cumprimento da lei deve ser tratado com rigor. Por outro lado, o abuso de autoridade também deve ser tratado com o rigor da lei. Já a falta de bom senso de ambos os lados também deveria, mas não é. Seguindo o exemplo de cidades americanas, o Brasil pode e deve aproveitar melhor a economia gerada pelos campeonatos de som automotivo e aproximar as leis e normas de conduta, partindo do princípio de que eles geram renda, empregos e entretenimento. O Brasil possui mais de 150 empresas fornecedoras de equipamentos, ao menos 5.600 lojas e instaladoras. São também mais de 400 campeonatos regionais que movimentam uma economia considerável nas cidades em que são realizados. As prefeituras mais organizadas estão se articulando com os produtores de eventos relacionados ao som automotivo, visto que com os eventos, há também um aumento da economia local, como em restaurantes, bares e postos de combustíveis. Destinar uma área para estes eventos e aproveitar, ao invés de condenar, é uma saída de geração de economia local inteligente. Todo grande entretenimento deve ser regido por normas. O futebol possui torcidas organizadas, diversas classes sociais, e conseguiu-se organizar o princípio da regra e moralidade do evento. Por que não fazer isto com os campeonatos de som automotivo? Creio que todos com o mínimo de bom senso devem condenar qualquer ato fora da lei. Toda vez que uma nova diversão que altera a ordem pública aparece, deve haver regras para regê-la. O som automotivo na quantidade que temos hoje, o país nunca teve. Devemos aproveitar o lado bom e acertar os pontos sociais ou condenar diretamente sem ponderar nada? É hora de rever as atitudes das autoridades, tal qual rever as dos baderneiros. Som automotivo não é crime e pode ser um excelente negócio para as prefeituras que são organizadas. Basta pensar sob o ponto de vista de negócios, arrecadação e ordem pública? sem caça às bruxas.

Relacionadas