Política
CONCORR�NCIA AGRAVA A SITUA��O
Alvo de investigação após procedimento instaurado pelo MTE, por suposta atuação em esquema de emissão de atestados, já relatada à Superintendência da Polícia Federal de Alagoas, o profissional dessa área também tem queixas a fazer. A Gazeta ouviu alguns médicos do trabalho, que confirmaram o grande número de atendimentos diários. Ressalte-se que eles não foram entrevistados por terem sido citados pelo Ministério do Trabalho. Pelo contrário. Em nenhum momento os auditores divulgaram o nome dos profissionais flagrados nas fiscalizações. Todo o conteúdo é mantido em sigilo, até para preservação da imagem destes profissionais que pertencem a uma classe fundamental para o bem-estar do ambiente de trabalho. Se é função do médico especialista compreender e trabalhar na relação entre a saúde e as atividades profissionais, o que pode acontecer quando este denuncia e acredita influenciar no seu desempenho os baixos vencimentos e a grande demanda? Quem responde é o coordenador da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho do Conselho Regional de Medicina do Estado de Alagoas (Cremal), José Gonçalo da Silva Filho. José Gonçalo afirma que conhece colegas que chegam a baixar o preço da consulta para até R$ 20 com a meta de conseguir mais pacientes. É uma forma de não deixar de trabalhar e poder competir com outros profissionais que passaram a cobrar ?muito pouco? em relação a outras especialidades. ?Cada profissional cobra o valor que quer e isso acaba refletindo na prestação do serviço. Às vezes a consulta não é bem feita e a qualidade acaba caindo. Infelizmente, isso é verdade?, afirmou José Gonçalo à reportagem da Gazeta.