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Juiz se afasta de caso e alega incompatibilidade

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Após a prisão de dois advogados suspeitos de cobrar R$ 200 mil de clientes para negociar a expedição de um alvará de soltura, o juiz responsável pelo processo, Léo Dennisson Bezerra de Almeida, decidiu se afastar do caso alegando incompatibilidade. A decisão do magistrado, titular da comarca de Marechal Deodoro, foi publicada na última segunda-feira. Nela, Léo Dennisson classifica como falsas as informações que possam sugerir sua participação indireta no esquema. Na decisão, o juiz diz que o ?equilíbrio necessário para a conduta isenta da causa? está abalado diante da necessidade de tomar providências jurídicas contra aqueles que participaram da difusão de um ?mar de calúnias?. As calúnias incluem, de acordo com o texto, o ?tráfico de influência a ser hipoteticamente exercido? por parte dos advogados para conseguir, junto ao juiz, a soltura de seus clientes. À Gazeta, o magistrado afirmou que adotará as providências cabíveis e disse que não foi informado oficialmente sobre nenhuma menção ao seu nome por parte dos denunciantes ou denunciados. ?Não tenho acesso à nenhuma informação. A única menção que eu tenho desse fato é através da imprensa. Oficialmente, não tenho conhecimento de nada?, declarou. Dennisson também explicou que o artigo 112 do Código de Processo Penal prevê que o juiz se afaste do caso em situações como esta: ?O Código determina que o magistrado, numa situação dessas, se afaste do processo por incompatibilidade. Então, até para preservar a Justiça, eu decidi me afastar da ação?. Segundo o texto da decisão, o afastamento visa evitar que sejam alegadas nulidades no processo.

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