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Verba para sa�de mobiliza bancada

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Os números não fecham. Na matemática da saúde pública, em Alagoas, Estado e municípios estão operando no vermelho, investindo muito mais do que podem para manter serviços que seriam de responsabilidade do governo federal, o que tem gerado um deficit de investimento em assistência básica. Essa é a principal queixa dos gestores, mas, para o Ministério da Saúde, o Estado não tem cumprido metas e tem ?sobrado? dinheiro na conta ? cerca de R$ 160 milhões ao ano. Isso estaria dificultando as negociações pelo aumento do teto e dos investimentos per capita, reivindicado pelos gestores alagoanos. O desencontro de informações foi pauta de um encontro realizado ontem, no Maceió Mar Hotel, reunindo secretários e conselheiros municipais e estaduais de Saúde e membros da bancada alagoana no Congresso. Os gestores pedem apoio dos parlamentares, na defesa de mais recursos junto ao governo federal. Estes, por sua vez, querem mais informações para esclarecer as dúvidas e os questionamentos levantados pelo Ministério da Saúde. Ao encontro agendado pelo coordenador da bancada, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), compareceram quatro parlamentares ? Cícero Almeida (PRTB), Paulo Fernando dos Santos (Paulão ? PT), Max Beltrão (PMDB) e o próprio Lessa ? além de Euclydes Mello, representando o senador Fernando Collor (PTB). O deputado Pedro Vilela (PSDB) justificou ausência. Eles tiveram acesso a números, informações e queixas que traduzem o panorama da saúde pública em Alagoas, para que possam traçar caminhos e defender as reivindicações junto ao Ministério da Saúde, numa audiência solicitada pela coordenação da bancada. Segundo a secretária estadual da Saúde, Rosângela Wyszomirska, o governo e os municípios têm gasto muito mais do que podem com incentivos na rede privada, para cobrir tratamentos de alta complexidade, como complemento à tabela do SUS, que há 10 anos não é atualizada. Tudo isso com um teto que está entre os menores do País.

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