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Senador alerta para contrato com a Chesf

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Cerca de 145 mil empregos no Nordeste estão ameaçados devido à possibilidade da não renovação do regime de contrato diferenciado entre a Chesf e a moderna indústria de base da região nordestina e de Alagoas. Os contratos firmados, cujas alíquotas estão sendo revisadas pelo governo federal, permitem competitividade. Ainda no discurso no Senado, Fernando Collor apontou que, em função do aumento do custo da energia, que afetou o parque industrial nordestino, o governo assumiu o compromisso de apresentar uma alternativa aos segmentos industriais denominados eletrointensivos, em que a energia elétrica tem grande peso no processo de produção. O senador já enviou, inclusive, um ofício a Dilma Rousseff cobrando uma solução para o impasse. ?As empresas da moderna indústria de base são responsáveis hoje por 20% do Produto Interno Bruto, de R$ 16 bilhões, da região Nordeste e por cerca de 145 mil empregos diretos e indiretos. Somente a planta de cloro-soda, que permitiu a implantação das indústrias de MVC e PVC em Alagoas, consome 45% de toda a energia comercializada pela Eletrobras Distribuição Alagoas. Segundo cálculos, o fim do incentivo deve encarecer em até 40% a produção industrial. Uma verdadeira perversidade para a competitividade e os investimentos, além de uma ameaça à manutenção dos empregos qualificados do setor e à própria formação de mão de obra?, afirmou. O senador enfatizou ainda que se o governo não dedicar uma atenção especial a este contexto, a economia alagoana estará condenada a uma crise sem precedentes e que fatalmente vai gerar a desindustrialização do estado, com efeitos profundos na geração de emprego e na renda pelas próximas décadas. ?Em função do cenário econômico desfavorável que já se apresenta, estamos diante de mais uma incerteza para grande parcela geradora de emprego e renda no país, com destaque para o Nordeste. Enquanto o governo não apresentar a alternativa que prometeu para, ao menos, amenizar os impactos do reajuste dos contratos, só nos resta cobrar das autoridades, mais uma vez, a atenção e a prioridade que o assunto requer?, colocou o senador. Collor descreveu o panorama que se começa a perceber no Nordeste e diz respeito à desaceleração e até mesmo à paralisação de canteiros de obras fundamentais para a infraestrutura de toda a região. Para o senador, a própria declaração da presidente da República, em reunião com os governadores do Nordeste, trouxe um condimento a mais ao clima de incertezas, na medida em que o governo passou a vincular os repasses de recursos para a continuidade das obras à aprovação do ajuste fiscal. ?Pergunto-me como isso poderá acontecer, se uma das medidas adotadas no ajuste fiscal do governo é o contingenciamento de recursos destinados exatamente ao financiamento do próprio PAC? Ou seja, é uma decisão política cuja equação, convenhamos, não fecha. Apenas para dar uma noção do montante de recursos que hoje está ameaçado, lembro que, para 2014, quando eu exercia a presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, havia uma previsão de investimentos em Alagoas - somente do PAC 2 - na ordem de R$ 9,8 bilhões. Apesar de todos os esforços, a meta não foi cumprida como gostaríamos e está agora mais prejudicada pelas medidas?, lembrou.

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