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“N�o se pode legislar pela emotividade”, alerta arcebispo

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Os setores políticos, religiosos, jurídicos e sociológicos que defendem os avanços promovidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente nos últimos anos temem o retrocesso da redução da maioridade penal e ?remam contra a maré? da onda neoconservadora que toma o país. Quem defende a medida, teme o avanço da violência no País, principalmente por causa da impunidade. O arcebispo metropolitano de Maceió, D. Antônio Muniz, reconhece que a questão é muito complexa, mas não reluta em se posicionar contra a redução da maioridade penal. ?É preciso ter mais compreensão, seria bom um pouco mais de cautela, não se deve brincar com a lei, é o momento de ponderar. Sei que a discussão está muito acalorada, principalmente por parte do pessoal que foi ferido, mas não se pode legislar pela emotividade. Por mais que queiram colocar estes adolescentes com menos de 18 anos como adultos, eu sou contrário?. O vereador por Maceió Silvânio Barbosa (PSB) ainda argumenta que adultos criminosos terminam atribuindo as responsabilidades de crime que cometeram a adolescentes, por saberem que eles cumprirão medidas socioeducativas. ?Eu analiso a questão pelos crimes cometidos por menores. Você pode observar que uma grande parcela dos crimes de Maceió é cometido por estes adolescentes. São mais de 50%. Seja furto, assalto, assassinato ou tráfico de drogas, tudo envolve menores de idade?, dispara o vereador e líder comunitário do Benedito Bentes.

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