Política
Sindicatos criticam proibi��o a uso de m�scaras
Sancionada pelo governador Renan Filho (PMDB), a Lei nº 7.692, que proíbe o uso de máscaras ou de qualquer outra forma de anonimato que dificulte a identificação em atos públicos, está sendo vista por dirigentes de classe como uma interferência indevida do Estado no livre arbítrio dos manifestantes. A posição individual de algumas lideranças dá um sinal de que a coibição por meio de dispositivo legal não é bem recebida. ?Ainda vamos colocar essa questão em discussão, no coletivo da CUT. Como cidadã, acho que as pessoas que vão às ruas protestar têm que ir de forma transparente; mostrando a cara. Não sou a favor de quem usa máscaras com objetivo de praticar vandalismo. Mas acho que não cabe ao governo definir a maneira como o manifestante vai estar, cerceando o direito de quem quer cobrir o rosto?, reflete a presidente da Central Única dos Trabalhadores, Amélia Fernandes. O raciocínio do coordenador estadual do Movimento Via do Trabalho (MVT), Marcos Antônio da Silva, o Marrom, caminha na mesma linha. Ele até reconhece que boa parte das pessoas que cobrem o rosto numa manifestação está ali para fazer baderna e desvirtuar o movimento. Mas lembra também aqueles que usam máscaras ou fantasias para manifestar sua opinião de forma bem humorada. ?Deve-se respeitar o livre arbítrio. É compreensível um monitoramento mais atento de grupos que aparecem mascarados, mas criar uma lei proibindo o uso de máscaras é um absurdo?, diz ele.