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C�mara deve aprovar mais tempo para reforma

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A prorrogação do início da vigência da Lei Delegada, que permite ao município de Maceió promover uma reforma administrativa, não deve enfrentar obstáculos na Câmara de Vereadores. O requerimento do prefeito Rui Palmeira (PSDB) solicitando o adiamento do prazo não havia chegado à Câmara até ontem, mas o líder do governo na Casa, Eduardo Canuto (PV), não tem dúvidas de que o parlamento atenderá ao pedido. ?Entendo que essa mensagem é exatamente por conta dos assuntos que o prefeito não conseguiu avançar em virtude do escasso tempo para mudar todo um histórico de gestão, principalmente quando você não tem os recursos financeiros. Se nós aprovaremos? Eu acredito que sim. Nós temos uma base aliada consolidada, uma base aliada forte em relação à quantidade de vereadores?, disse Canuto. O vereador defendeu a necessidade de prorrogação da data e argumentou que a crise financeira que atinge os municípios dificulta a efetivação de ações previstas na reforma administrativa. ?A Lei Delegada, como um todo, foi aprovada após fortes debates na Casa e houve o entendimento dos vereadores quanto à necessidade dessa lei. É natural que, em um ano, nós não consigamos todos os avanços, porque eles vão das questões administrativas a obras físicas, e aí nós tivemos uma queda das receitas dos repasses federais?, defendeu. A reforma começou a ser posta em prática pelo município por meio de três leis delegadas que dão ao chefe do Executivo o poder pleno de promover mudanças na estrutura administrativa, criando e extinguindo órgãos, cargos e funções, sem necessidade de autorização do Legislativo. No entanto, em meio aos problemas financeiros, a prefeitura avançou em poucos aspectos. A extinção de superintendências que passariam a ser secretarias, por exemplo, não saiu do papel. A prorrogação do início da vigência da lei dá fôlego ao município para tentar viabilizar as ações mais custosas.

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