Política
Pedido de vista adia vota��o sobre 17� Vara
O imbróglio em que se transformaram as mudanças no projeto original da 17ª Vara Criminal, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia Legislativa Estadual (ALE) acabou emperrando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, após um pedido de vista coletivo que segura sua apreciação até a próxima semana. Na tarde de ontem, o que era para ser uma sessão tranquila na ALE, se tornou numa grande rodada de debates e embates sobre a 17ª Vara, com a presença de representantes dos movimentos Vem Pra Rua e Brasil Livre acompanhando tudo na galeria da Casa. Percebendo os riscos da posição do sobrinho e governador Renan Filho (PMDB), o deputado Olavo Calheiros (PMDB), durante um aparte ao deputado Rodrigo Cunha (PSDB), atacou a posição do colega Sérgio Toledo (PDT), relator da emenda que prevê as mudanças na Vara. ?O que precisa ficar claro é que o TJ encaminhou uma coisa e demos outra. Vossa Excelência fica tangenciando num esforço de retórica para confundir a população?, disse Olavo Calheiros com voz alterada, visivelmente irritado com o tom dos discursos que precederam sua intervenção. A bronca do peemedebista se deve ao fato de, a cada dia, as dúvidas e insatisfações em relação aos vetos do Executivo estarem crescendo. O mais grave, porém, é o desconhecimento da maioria dos parlamentares quanto ao que foi modificado. Isto porque, se as emendas acrescidas forem supressivas, ou seja, eliminaram o texto, caso o veto de Renan Filho seja derrubado a 17ª ficaria sem ação. Se forem emendas aditivas, com a posição do governo do Estado, seria recuperado o texto original e, por consequência, garantiria a atuação da Vara sem restrições. Durante uma intervenção, Sérgio Toledo disse que o ?caminho seria o da derrubada do veto?, pois garantiria o funcionamento da Vara, mesmo sem a força atual. Diante dessa posição, o deputado Rodrigo Cunha, que estava com a palavra na tribuna, ironizou o conteúdo da fala, mas sem deixar de dirigir sua crítica ao governo. ?Quer dizer que, se o projeto está morto, quem matou foi o governador com seus vetos? E ainda: se os vetos forem mantidos, a 17° fica sem cabeça e, se forem derrubados, fica sem os pés??, indagou o tucano.