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Política

Indica��o de cargos sem crit�rios t�cnicos

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As indicações do governador Ronaldo Lessa (PSB) dos nomes para cargos em seu segundo mandato tem chamado a atenção. Para atender aos partidos aliados em sua reeleição, o governo tem indicado nomes que não se encaixam em funções técnicas. O próprio Lessa admitiu na posse dos supersecretários que conseguirá acomodar todas as legendas. Tem sido assim com a Ouvidoria Geral do Estado, a Secretaria de Ciência e Tecnologia e o Instituto do Meio Ambiente. Na Ouvidoria, o exemplo é claro. A fim de acomodar o PTN, Lessa indicou o ex-candidato ao governo, advogado Elias Barros. Ele substituiu Geraldo Magela, criador e organizador do órgão. Elias assume a função sem ter nenhuma tradição de militância no campo dos Direitos Humanos credencial importante para um setor que objetivamente recebe denúncias contra estruturas policiais. Magela não foge à regra. Para a atender a um pedido pessoal de Lessa, aceitou ser ?tampão?, na Secretaria de Ciência e Tecnologia, sem conhecer a maioria das atribuições do órgão. Sua fidelidade ao partido o expôs durante um mês numa função figurativa, até a chegada do verdadeiro secretário, deputado Petrúcio Bandeira (PSB). Bandeira, ex-secretário de Agricultura, não tem contribuição na área da Ciência e Tecnologia, conduzirá o cargo de maneira política. Sua acomodação deixará sem destaque, na secretaria, Geraldo Magela, que ainda não sabe que função ocupará na nova estrutura. Segundo explicou, semana passada, Welisson Miranda, secretário de Articulação Política do PSB, ele poderá ser aproveitado em outro setor da secretaria. No IMA, a situação não é diferente. O órgão passou a abrigar, depois da reforma administrativa e política, representantes das siglas emergentes: PAN e PT do B. As funções ocupadas pelos indicados são de assessorias burocráticas, quando a maior necessidade do órgão é a carência de pessoal técnico para os trabalhos externos. A disputa entre os mais de 20 partidos por cargos ainda não terminou, mas já vem recebendo críticas. A principal é do deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão do PT. Seu partido não fará parte do governo. ?O PT não entrará no governo porque não ficará brigando por carguinhos?, disparou o deputado. (MR)

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