Política
Rui pede � C�mara mais tempo para reforma
O prefeito Rui Palmeira (PSDB) encaminhou à Câmara de Vereadores de Maceió mensagem em que pede mais tempo para executar a reforma administrativa no município. Antes de o pedido ser encaminhado aos parlamentares, a Lei Delegada aprovada em junho do ano passado fixava a data de 1º de maio de 2015 como prazo para a prefeitura realizar as mudanças. Agora, o prefeito quer executar a reforma administrativa a partir de 1º de janeiro de 2016. No texto da mensagem, publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município, Rui Palmeira explica que a criação de novas secretarias acarretaria, neste momento, em mais despesas para o município - que passa atualmente por uma situação delicada por causa da crise financeira. ?Ocorre que, levando-se em consideração o momento financeiro difícil pelo qual vem passando o município, com foco na redução de custos e na captação de recursos, conclui-se que este ainda não é o período ideal para colocar em prática o disposto na Lei Delegada nº 001 podendo advir dificuldades profundas, acaso a plenitude dos efeitos da mencionada Lei Delegada viesse desamparada de uma ambiência contábil e orçamentária apta a recepcioná-la?, diz a mensagem encaminhada à Câmara. EMPRÉSTIMOS Com maioria absoluta na Câmara - 17 dos 21 vereadores - o prefeito Rui Palmeira (PSDB) não deverá ter dificuldades em conseguir autorização do Legislativo municipal para dar andamento aos empréstimos que pretende contrair, em nome da Prefeitura de Maceió, junto a instituições financeiras nacionais e internacionais. O dinheiro pretendido viria de três linhas de financiamento. Ao todo, são 133,5 milhões de dólares - sendo US$ 70 milhões em empréstimo junto à Corporação Andina de Fomento (CAF) e US$ 63,5 milhões em financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - ambos para obras estruturantes - além de R$ 36 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - para ações de gestão de serviços básicos e modernização, incluindo o Programa de Administração Tributária (PMAT).