Política
N�o h� o que comemorar
A velha frase já está gasta, mas é repetida neste 1º de Maio pelas maiores classes de trabalhadores do Estado: não há nada para comemorar. Em meio à aprovação, pela Câmara dos Deputados, da ampliação da terceirização e às vésperas de uma data-base sem boas perspectivas, entidades sindicais alagoanas são unânimes na indignação e revolta. ?Não temos o que comemorar. O projeto de lei da terceirização, que já foi aprovado em parte, é um retrocesso. Estamos vendo uma conquista de 43 anos indo para o lixo. Na terceirização, quem abocanha mais é a empresa, enquanto o trabalhador é massacrado e perde seus direitos?, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia. Para a sindicalista, a mudança que permite a terceirização das atividades de todas as áreas de empresas públicas e privadas é uma perda não apenas para os trabalhadores, mas para a democracia. ?O que se conseguiu não nos foi dado, foi resultado de muita luta. É para repudiar e se indignar?, desabafou Consuelo. O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, destaca que a precarização das relações de trabalho no Estado é um dos maiores problemas da classe. Segundo ele, cerca de 65% da força de trabalho médica em Alagoas não têm vínculo empregatício. ?Em alguns lugares públicos, 100% dos médicos são serviços prestados, como na Unidade de Emergência do Agreste e no Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] de Arapiraca?, diz.