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Collor critica ajuste fiscal e terceiriza��o dos trabalhadores

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O líder do bloco parlamentar ?União e Força? no Senado, Fernando Collor (PTB), lamentou, durante pronunciamento ontem, que os alvos das medidas do ajuste fiscal e do projeto da terceirização sejam os direitos dos trabalhadores brasileiros, conquistados ao longo das últimas décadas. O parlamentar lembrou as conquistas obtidas desde o período do primeiro ministro do Trabalho, Lindolfo Collor, na era do presidente Getúlio Vargas, e alertou que o Legislativo deve impedir que se imponham perdas e prejuízos aos trabalhadores. ?O fato concreto é, se medidas de ajuste fiscal são necessárias no atual momento econômico e financeiro por que passa o País, o que se questiona é o alvo escolhido pela equipe econômica para pagar a conta do ajuste, ou seja, o assalariado, o aposentado, o pensionista, especialmente aqueles que ganham até três salários mínimos, que representam um contingente de quase 20 milhões de brasileiros?, criticou o senador. As Leis do Trabalho (CLT), elaboradas por Lindolfo há 72 anos, são, ainda, o maior conjunto de conquistas já assegurado aos trabalhadores brasileiros. Para o parlamentar, o projeto da terceirização aprovado na Câmara Federal torna, nitidamente, precárias as relações de trabalho. Ele ressaltou que parece haver uma sombria disposição para promover uma reforma anti-trabalhista no Brasil. Em meio à discussão sobre o ajuste fiscal e a terceirização, o senador revelou que não são poucos os que hoje se insurgem contra as garantias reunidas na CLT e os demais direitos do trabalhador. ?Iludem-se os que dizem que é possível construir uma sociedade justa sem justiça social. Enganam-se os que dizem que é possível construir uma sociedade próspera sem um mercado interno forte e amplo, formado por pessoas que possam ser também consumidores plenos. Erram os que dizem que o preço da grandeza do Brasil é o aviltamento da dignidade de seus trabalhadores?, ponderou o senador. À véspera do 1º de Maio, o líder do bloco parlamentar afirmou ser lamentável apontar que o trabalhador brasileiro não tem muito o que comemorar, visto que algumas dessas iniciativas atingem de maneira fulminante direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores ao longo de todo este período de quase um século. Como exemplo dessas ações que querem sepultar os direitos trabalhistas, ele citou as recentes medidas provisórias relativas ao ajuste fiscal, as MPs 664 e 665.

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