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Ciclovia na Deputado Jos� Lages - II

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POR QUE A IMPLANTAÇÃO DE ESTRUTURAS CICLOVIÁRIAS? » TÁCIO MELO DA SILVEIRA - Superintendente Municipal de Transporte e Trânsito A mobilidade urbana virou assunto em voga nos últimos anos. A busca por melhorias viárias visando descongestionar o trânsito das médias e grandes cidades brasileiras tornou-se um ciclo vicioso e ineficiente. Os exemplos de sucesso em outras partes do mundo e, mais recentemente, em cidades no Brasil que chegaram próximo ao caos urbano, mostram que as necessidades de deslocamento da população estão conectadas à revalorização dos espaços públicos da cidade e reorganização das ruas. Desenvolver cidades sustentáveis é uma premissa. A busca deste desenvolvimento se alicerça na ?mobilidade verde?, ou seja, deslocar-se a pé, de bicicleta ou por meio do transporte público, os quais proporcionam benefícios ao meio ambiente e à economia reduzindo o consumo de recursos e limitando a emissão de poluentes. O conceito de sustentabilidade aplicado às cidades é amplo e, neste contexto, o setor de transporte é responsável por um grande consumo de energia, emissões de carbono e acidentes de trânsito. Priorizar a bicicleta modificaria o perfil do setor, além de ser um item expressivo na política sustentável em geral, uma vez que economiza espaço urbano, reduz os poluentes e leva pessoas a andar nas ruas. O foco é dar aos diferentes grupos da sociedade oportunidades iguais de acesso ao espaço público. A Lei Federal nº 10.587/2012, que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana representa uma conquista dos estudiosos e adeptos da mobilidade urbana, dispõe a equidade no uso do espaço público de circulação como um princípio, dando prioridade aos modos de transportes não motorizados e serviços de transporte público coletivo como diretrizes, a fim de reduzir as desigualdades e promover a inclusão social. Assumir anos de negligência ao pedestre e ao ciclista na cidade transforma em urgente a necessidade de equilíbrio entre os diferentes tipos de tráfego e de respeito ao espaço das calçadas e da infraestrutura voltada aos ciclistas. Medidas que melhoram as condições para os ciclistas afloram para uma nova cultura. Em pequenos deslocamentos (até 8 km) a bicicleta pode ser mais rápida e barata que outras formas de locomoção, além de ser mais saudável e benéfica para o meio ambiente. É um meio de transporte sustentável, pois não polui o ambiente e seu uso é diversificado, configurando-se como um dos veículos mais utilizados no país, sendo 50% utilizada predominantemente como meio de transporte por pessoas economicamente ativas. Maceió tem as vias usadas frequentemente por ciclistas. Fazendo uma analogia, por exemplo, a Av. Faria Lima, em São Paulo, chega a receber no pico um fluxo de 193 bicicletas por hora. Na capital alagoana, no mesmo horário na Av. Siqueira Campos, chega-se a um total de 683 bicicletas. Na via já existe um projeto cicloviário em desenvolvimento. Portanto, deve-se respeitar o grande número de usuários existentes; buscar equidade de uso do espaço viário; convidar as pessoas a pedalar e visualizar a cidade sob outra ótica, vislumbrando uma demanda potencial que hoje está reprimida. É caminhar em busca de qualidade de vida e do cumprimento da lei.

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