Política
Estudantes autistas apresentam regress�o grave no tratamento
Abril foi traumatizante para os portadores de autismo e outras síndromes que estudam no Centro de Atendimento Especializado Wandete de Castro, no Santo Eduardo. Todos os 36 monitores foram afastados por falta de renovação do contrato. Os alunos tiveram a carga horária reduzida de cinco dias na semana para apenas uma aula semanal com os poucos professores concursados que sobraram. Muitos autistas se agitam quando percebem a ausência do monitor e alguns até se recusam a entrar na sala. A diretora da escola, Aracy Félix, afirma que foi preciso fazer um rodízio para garantir que, pelo menos uma vez na semana, os alunos tenham o atendimento de fonoaudiologia, psicopedagógico, de brinquedoteca, fisioterapia, educação física e outros. ?Na verdade, é um faz de conta, o trabalho está regredindo, o autista tem que ter uma sequência de atendimento?, lamenta Aracy. Há casos de alunos de 12 anos que voltam a usar fraldas porque não controlam as necessidades fisiológicas ou de outros que se recusam a utilizar calçados nos pés. ?Eles precisam ter aquela rotina e não aceitam qualquer mudança, principalmente quando sai o monitor que conquistou a sua confiança?, explica.