Política
Partidos j� buscam nomes rumo a 2016
O processo sucessório municipal do ano que vem já provoca uma série de especulações e estratégias dos partidos para superar as dificuldades em arregimentar votos e, principalmente, o tempo no guia eleitoral de rádio e TV. Que o digam os chamados ?nanicos? veteranos, que se articulam, agora, no chamado ?Grupo dos Oito?. O G-8 - como definiu o presidente do PRTB, advogado Adeílson Bezerra - contará com o PTC, PT do B, PSDC, PHS, PSL, PRP e PPL. ?É uma filosofia, que antes de qualquer coisa obedece à legislação e que não está centrada em nomes, mas sim na força que essas legendas têm juntas. Trata-se de um conceito novo, o da federação de partidos?, justificou Bezerra. O cuidado com a definição se deve ao fato de o partido sob o seu comando ter que definir como marchará em 2016: com ou sem o ex-prefeito de Maceió Cícero Almeida, hoje deputado federal. ?O deputado tem legenda, mas o G-8 é maior que Cícero Almeida. Ele é a prioridade, mas não sabemos se fica, por isso ele pode ficar à vontade. Só que temos o nosso prazo, que é até junho?, antecipou Bezerra. Segundo ele, ?ninguém é forte sozinho?. Por isso a união dos partidos, na prática, representa três minutos do tempo de guia eleitoral decorrentes das 23 cadeiras na Câmara Federal. Como se esforçou para explicar, o que está em jogo não são candidaturas, mas a ?construção de cenários? em oito polos eleitorais, incluindo a capital. A presença de nomes - ?no início de conversa? - pode frustrar futuras composições. Outra revelação importante feita pelo presidente do PRTB local é quanto à possibilidade de, ?a depender da situação?, o G-8 ter novos agregados a exemplo do PROS e do PEN. Mesmo sem bater o martelo com o PROS, o comandante da legenda em Alagoas, deputado federal Givaldo Carimbão, se reuniu com Adeilson Bezerra, pois tem interesse na sucessão em São Miguel dos Campos. Com isso, a entrada das duas siglas já seria a garantia de mais alguns segundos preciosos no processo eleitoral.