Política
Secretaria de Sa�de tem d�vida de R$ 118 milh�es com fornecedores
A crise que afeta os serviços de saúde em todo o Estado, com falta de medicamentos e até material de consumo, foi esclarecida, na tarde de ontem, pela secretária estadual de Saúde Rosângela Wyszomirska. Segundo ela, a soma de contas a pagar da gestão passada é de R$ 118 milhões, mas os números ainda não são definitivos. ?Eles podem ser ainda maiores, pois a cada dia descobrimos débitos ou somos cobrados por prestadores. Não quero incriminar ou criminalizar ninguém, mas não podia mais silenciar. São muitas pendências e uma verdadeira desorganização administrativa?, disse ela durante coletiva à imprensa. Nos últimos dias, ela tem enfrentado uma série de protestos, sempre diante do prédio da Secretaria Estadual de Saúde, em Jaraguá, promovidos por fornecedores da pasta. Para piorar a situação, o ex-secretário Jorge Villas Bôas, no dia anterior, havia revelado que deixou em caixa R$ 35 milhões para cobrir os chamados restos à pagar, que são despesas contraídas no ano de 2014. O valor, entretanto, conforme a secretária não é suficiente para honrar às despesas em aberto. ?O valor existe e está, de fato, no Siafem. O problema é que lá só conta o que é oficial. Todo o restante, nós só descobrimos agora, mas ainda falta auditar muitos outros processos?, explicou Rosângela. Na única vez em que deixou de lado sua tradicional calma, ela falou que não hesitará em encaminhar os casos que merecerem investigação para a Justiça. Enquanto falava, representantes de 100 empresas fornecedoras, que têm R$ 42 milhões a receber, cobravam do lado de fora da Sesau um prazo para receber o dinheiro.