Política
Parlamentares divergem sobre reforma pol�tica
Envoltos em denúncias de corrupção, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, empurrados pela pressão popular, tentam articular a todo custo um modelo de reforma política. As propostas incluem desde o voto distrital ao ?Distritão?, eleições gerais, fim da proporcionalidade e até eleição dos mais votados independentemente dos partidos. A Gazeta percorreu durante a semana passada a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e a Câmara de Vereadores de Maceió, e viu que o tema ainda suscita dúvidas entre os parlamentares. Mas, já há quem defenda algumas dessas teses que saíram da gaveta recentemente. Na Assembleia Legislativa, o deputado Carimbão Júnior (PROS), que chegou à Casa por fortalecimento da sua coligação e com apenas 15 mil votos, disse que não tem objeções a qualquer mudança. ?Para mim, lei é lei. Minha chegada aqui foi legítima. Houve a coligação onde eu poderia ter a mais expressiva votação ou atingir o coeficiente. Mas, entendo que eleição é vista por cada situação?, disse o parlamentar. Já seu colega Rodrigo Cunha (PSDB), que foi o mais votado, com 60.759 votos, pensa diferente. Em sua avaliação, a atual regra eleitoral precisa, de fato, ser revista. ?Sou a favor das mudanças. Vejo que a fórmula mais justa deve incluir os mais votados. Hoje, as pessoas não procuram o partido pela ideologia, mas sim pela matemática, vendo por qual legenda o candidato vai se eleger?, comentou o parlamentar tucano. O vice-presidente da ALE, deputado Ronaldo Medeiros (PT), que acumula a função com a liderança do governo na Casa, foi um pouco mais além. Para ele, além da questão da regra envolvendo os partidos, o processo eleitoral precisa ser unificado. ?Do jeito que está, com eleição a cada dois anos, são gerados impedimentos, o País praticamente para e os gestores ficam em situação difícil em virtude da suspensão do envio de recursos?, argumentou o petista. Sobre a questão da mudança das regras, que podem impedir que os candidatos menos votados se beneficiem de suas coligações, ele considera algo prejudicial.