Política
Policiais podem entrar em greve
Os policiais civis de Alagoas voltaram às ruas, ontem, para protestar e cobrar o pagamento do retroativo das progressões devidas aos trabalhadores, além de outros itens de uma pauta de reivindicações já encaminhada e discutida com o governo em reuniões anteriores. Eles acamparam, logo cedo, em frente ao Palácio República dos Palmares, realizaram um café da manhã e abriram os microfones do carro de som para discursos inflamados. Depois, saíram em caminhada até a sede da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seeplag), para um novo ato. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), Josimar Melo, tinha havido um entendimento com o governo e a categoria até aceitou esperar para junho para discutir a revogação da decisão do governo de limitar a concessão de progressões a uma cota de 40 por mês, o que tem prejudicado centenas de policiais com esse direito. Em outubro, segundo ficou acordado, uma nova rodada discutiria as questões relacionadas ao piso salarial e ao risco de vida dos policiais (periculosidade e insalubridade). No entanto, segundo o sindicalista, ao invés de partir desse entendimento para avançar nas negociações, o governo cortou o pagamento retroativo das progressões, o que foi entendido como um retrocesso e uma atitude desrespeitosa aos trabalhadores. Na avaliação da categoria, a posição do governo configura quebra de acordo. Eles querem o fim da cota limitadora da implantação das progressões previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), além do pagamento do retroativo, já que esse direito está sendo implantado com atraso.