Política
Deputados decidem por voto secreto sobre a 17�
A decisão do desembargador Fábio Bittencourt para que a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) vote abertamente os vetos ao projeto da 17ª Vara Criminal foi ignorada, na tarde de ontem, pelos deputados. Depois de abrir a sessão, o presidente Luiz Dantas (PMDB) foi convencido a suspendê-la para uma reunião, às pressas, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que precisava analisar o requerimento do deputado Rodrigo Cunha (PSDB), que também pedia o voto aberto. Os parlamentares rejeitaram o parecer da deputada Jó Pereira (DEM), que defendia o voto secreto, mas ao mesmo tempo orientava para que fosse votado o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Isnaldo Bulhões, que define o voto aberto. ?Entendi que seria a única maneira de garantir o que pedia o deputado Rodrigo?, justificou Jó. Mas, conforme explicou o deputado Isnaldo Bulhões, a proposta da parlamentar não era o ?objeto da discussão?, o que obrigou que outro relator fosse nomeado pela CCJ. Foi aí que entrou em cena o deputado Antônio Albuquerque (PRTB), que acabou sendo nomeado relator e deu parecer pelo voto secreto aos vetos. Somente assim, após pouco mais de uma hora, o tema voltou ao plenário e o parecer da CCJ sobre o requerimento foi submetido ao voto. No total, 16 parlamentares votaram ?sim? ao parecer e nove contra. Votaram contra os deputados Ronaldo Medeiros (PT), pastor João Luiz (DEM), Carimbão Júnior (PROS), Galba Novaes (PRB), Rodrigo Cunha (PSDB), Thaise Guedes (PSC), Tarcízo Freire (PSD) e Bruno Toledo (PSDB).