Política
Renan: PT tem 48 horas para fechar acordo
Brasília ? PT e PMDB têm 48 horas de negociação para tentar chegar a um consenso sobre a disputa da presidência do Senado. Depois disso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) vai priorizar as conversas diretas com lideranças de outros partidos para tentar viabilizar sua candidatura. No café da manhã de ontem, entre os senadores Tião Viana (PT-AC), Calheiros e o deputado Aloizio Mercadante (PT-SP), as negociações para uma candidatura única e consensual não avançaram, apesar do aparente clima de cordialidade. A reunião ocorreu na casa de Viana e não teve a participação do presidente do PT, José Genoíno, que chegou a anunciar sua presença. ?Ainda não conseguimos encontrar uma solução?, afirmou Mercadante, que também conversou, na última segunda-feira, com o candidato apoiado pelo governo, senador José Sarney (PMDB-AP). Apesar disso, Mercadante reafirmou que a unidade do PT e uma eleição sem maiores desgastes para a mesa do Senado seria importante para manter o partido unido e, dessa forma, facilitar a governabilidade do país. ?Há um sentimento comum de que a unidade do PMDB seria um fato importante para o PMDB e para o país?, disse. Renan Calheiros seguiu o mesmo discurso, mas foi enfático sobre o prazo para o sucesso das negociações: ?Queremos evoluir para uma saída que preserve a unidade do PMDB. As próximas 48 horas serão decisivas. Se não evoluirmos, aí vai ficar difícil. Se não encontrarmos a saída, vamos para a disputa?, afirmou. O senador alagoano e líder do PMDB reafirmou que não abrirá mão de sua candidatura e negou, por enquanto, a possibilidade de um terceiro nome como alternativa para a disputa da Casa. ?Não adianta trocar Chico por Francisco?, disparou. Disputa Se as negociações entre PT e PMDB falharem, Renan Calheiros discutirá com o governo e partidos a definição de regras para a disputa da presidência do Senado. ?Seria importante combinar regras para não termos uma disputa passando dos limites?, declarou. O partido espera não sofrer interferências na escolha interna do PMDB. Renan Calheiros voltou a exigir o afastamento do governo no processo. ?Queremos saber se vai haver ingerência ou se o nome escolhido será respeitado?, indagou. Está em discussão o cumprimento do pré-acordo fechado, no ano passado, com o PT que daria preferência às maiores bancadas da Câmara e do Senado a indicarem os presidentes das duas Casas. O candidato do PT à presidência da Câmara, João Paulo Cunha (PT), caminha, até agora, sozinho para a eleição marcada para o próximo dia 2.