Política
Collor reafirma posi��o e critica Medida Provis�ria
O senador Fernando Collor de Mello (PTB) criticou, durante sessão no Senado Federal, na noite da última quarta-feira, o corte das garantias trabalhistas caso seja aprovada a medida provisória 665 (MP 665), que restringe o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. Collor rememorou que já havia alertado sobre a necessidade de o governo alterar a MP e, apesar disso, nada foi modificado, mantendo o peso da máquina pública e o desperdício de recursos públicos. A MP 665 deve ser apreciada pelos senadores na próxima semana. De acordo com Collor, é um contrassenso apoiar a MP diante do impacto que ela vai produzir na vida de milhões de brasileiros, sobretudo nos mais pobres, que dependem diretamente dessas conquistas trabalhistas. No mês de março, o parlamentar foi à tribuna e chamou atenção para as consequências das MPs 664 e 665. ?Se essa Medida Provisória for aprovada, um retrocesso se implantará em relação aos direitos mais elementares conquistados, ao longo de décadas, pelo trabalhador brasileiro. E, mais do que isso, a constatação de que de lá para cá o governo nada, absolutamente nada fez para reduzir a máquina administrativa, sua burocracia, seus excessos e suas despesas correntes?, expôs Collor. O parlamentar afirmou que, mesmo com os alertas sobre a necessidade de alterar os dispositivos da MP 665, o governo federal nada fez em relação ao aumento do uso de instrumentos de planejamento, fiscalização e controle que permitissem reduzir os desperdícios de recursos e equilibrar melhor as contas públicas. Pelo contrário, lembrou o senador, o que foi visto durante toda a discussão, além do corte de benefícios aos trabalhadores, aposentados e pensionistas, são propostas de aumento de impostos e do fim das desonerações. Collor destacou que todo esse cenário atual, aliado a um quadro de inflação e desemprego crescente e, mais, de redução de investimentos, é o pior dos mundos para a economia, principalmente para o trabalhador assalariado e, em consequência, para a população como um todo. ?Senadores, não se trata aqui de analisar e debater isoladamente esta ou aquela medida, de forma restrita ao seu conteúdo técnico. Se considerarmos o atual cenário econômico e social do País, torna-se um contrassenso apoiar esta MP 665?, alertou.