Política
Auditoria na ALE tenta resgatar transpar�ncia
O mistério que cerca a folha de pagamento da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) parece estar com os dias contados. Pelo menos é o que pretende o presidente da Casa, deputado Luiz Dantas (PMDB), que deve assinar, nos próximos dias, um contrato com a Fundação Getulio Vargas (FGV) no valor de R$ 1,5 milhão. A revelação veio ontem, um dia após mais uma sessão longa e cansativa em torno das discussões sobre a votação dos vetos ao projeto da 17ª Vara Criminal. A auditoria só ganhou repercussão após a publicação na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. Conforme o texto, a empresa foi contratada sem licitação. Ontem, ao justificar a iniciativa, Luiz Dantas disse que a escolha envolve a experiência da instituição em ações similares em todo o País. Para o deputado, essa expertise, aliado ao fato de a instituição não ter fins lucrativos, garante isenção no processo de auditoria. ?A FGV é inquestionável, além de não ter fins lucrativos. E isso já credencia a instituição a fazer o levantamento que a gente deseja. Aposto as fichas que ela fará um levantamento isento e correto, que nos abalizará para tomarmos as providências a partir daí?, disse Dantas, após a sessão ordinária de ontem. O trabalho deve envolver um levantamento pelos próximo seis meses na ALE. Durante o período, nenhum outro ato administrativo será tomado, para que os técnicos possam ter acesso à situação real da Casa. Em quatro anos, esta é a segunda vez que a folha de pagamento da ALE ? considerada uma ?caixa preta? ? será auditada. Na primeira vez que isso ocorreu, foi ainda na gestão do presidente Fernando Toledo (PSDB).