Política
Collor lamenta aprova��o de MP que corta benef�cio
O líder do PTB no Senado Federal, Fernando Collor, votou contra a aprovação da Medida Provisória 665, que restringe o acesso dos trabalhadores ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro defeso. A sessão do Senado foi realizada na última terça-feira. Durante a tramitação da matéria, Collor foi à tribuna criticar o impacto das medidas contra os trabalhadores, cobrando, ainda, do governo federal, o enxugamento da máquina pública. O senador lembrou que os assalariados, aposentados e pensionistas de menor renda são os mais atingidos pelas mudanças apresentadas pelo texto da Medida Provisória. Na prática, a MP sepulta conquistas trabalhistas, mudando regras para a concessão de benefícios conquistados por trabalhadores ao longo dos últimos 70 anos. ?Não é razoável, menos ainda aceitável, que mais uma vez o trabalhador seja o maior sacrificado direto dos ajustes que o governo deseja implantar na política fiscal. Sabemos que os próximos anos serão difíceis para a economia brasileira. Por que justamente no momento em que um período recessivo da atividade econômica se anuncia e se apresenta é que vamos agravar a situação do trabalhador? Por que vamos tirar os benefícios do trabalhador justamente agora??, questionou. O parlamentar afirmou que, mesmo com os alertas sobre a necessidade de alterar os dispositivos das MPs 665 e 664, o governo federal nada fez em relação ao aumento do uso de instrumentos de planejamento, fiscalização e controle que permitissem reduzir os desperdícios de recursos e equilibrar melhor as contas públicas. Pelo contrário, lembrou o senador, o que foi visto durante toda a discussão, além do corte de benefícios dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, são propostas de aumento de impostos e do fim das desonerações. Collor destacou que todo esse cenário atual, aliado a um quadro de inflação e desemprego crescente e, mais, de redução de investimentos, é o pior dos mundos para a economia, principalmente para o trabalhador assalariado e, em consequência, para a população como um todo. ?Com a aprovação dessa medida, um retrocesso se implantará em relação aos direitos mais elementares conquistados, ao longo de décadas, pelo trabalhador brasileiro. E, mais do que isso, a constatação de que, de lá para cá, o governo nada, absolutamente nada fez para reduzir a máquina administrativa, sua burocracia, seus excessos e suas despesas correntes?, expôs Collor.