Política
PFL e PSDB anunciam apoio a Lula para aprovar reformas
Brasília ? Os dois principais partidos de oposição ao novo governo, PFL e PSDB, comprometeram-se, ontem, a trabalhar no Congresso pela aprovação das reformas constitucionais pretendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como a da Previdência e a Tributária. Mas seus dirigentes cobraram do Planalto e do PT que o discurso em defesa das reformas seja substituído por ações concretas. O gesto de boa vontade dos opositores do governo foi selado, ontem, em encontros separados do presidente do PT, deputado José Genoíno (SP), com os presidentes do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PSDB, deputado José Aníbal (SP). Na conversa, Bornhausen disse que antes de apoiar as reformas o PFL quer ter certeza de que o governo petista está interessado em mudar. Uma prova desse interesse, declarou o pefelista, seria o PT aprovar imediatamente na Câmara o projeto de lei que trata da previdência complementar dos servidores públicos, o chamado PL-9. ?Isso sinalizaria o desejo real do governo na prioridade das reformas. Queremos que o País tenha condições de governabilidade e saber o que o governo quer. Se os compromissos são definitivos e imediatos, nos colocaremos à disposição desse trabalho?, afirmou o dirigente pefelista após o encontro com Genoíno. Este projeto está pronto para ser votado em plenário. Ele quer também que Lula inclua como prioritária na sua agenda a reforma política. Por sua vez, o PSDB cobrou mais pressa na agilidade do governo na apresentação de uma proposta para mudar o sistema previdenciário. O deputado José Aníbal ressaltou que o partido está identificado com os propósitos das reformas e que os tucanos não pretendem obstruir a ação parlamentar. ?Se estamos de acordo na moldura é mais fácil o diálogo. Temos compromisso firme com a governabilidade?, garantiu. Ele observou, no entanto, que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que vai ouvir a sociedade sobre as propostas de reforma, não pode ser um caminho de adiamento da discussão e que o Congresso já deve iniciar a discussão paralelamente.