Política
Renan deve ser pr�ximo presidente do PMDB
Brasília (Agência Folha) - Um acordo fechado para garantir a candidatura única do senador José Sarney (PMDB-AP) para a presidência do Senado pode ser oficializado hoje. O anúncio disso estaria na dependência do convencimento de alguns rebeldes, que não gostaram dos termos acertados. Apurou-se que o acordo prevê que o atual líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), desistiria de concorrer à presidência do Senado ?em nome da unidade do partido?. Em troca, ele seria mantido na posição de líder até setembro, quando assumiria a presidência do PMDB, no lugar de Michel Temer (SP). O primeiro a criar resistência ao acordo é o senador Pedro Simon (RS), que seria o indicado pela ala dissidente de Sarney para a liderança do Senado. Para convencer Simon a aceitar o acordo, o argumento será o de que ele continuará a ser o indicado da ala rebelde para a liderança do partido no Senado, ?mas que em nome da unidade? será preciso esperar até setembro para ocupar o cargo. Para o senador eleito José Maranhão (PB), a substituição ?temporária? de Simon por Calheiros seria ?aceitável?. ?Pela unidade do partido, é necessário que os dois lados do PMDB se entendam.? Segundo o ex-presidente do PMDB Paes de Andrade (CE), integrante do grupo dissidente que apóia Sarney, os dois lados do PMDB farão concessões. Ele disse queariaá articulando a unificação do PMDB. ?Num gesto de nobreza, pela unidade do partido, Renan abrirá mão de sua candidatura?, disse Andrade. Não confirma A assessoria de Calheiros, contudo, não confirma a desistência do senador em disputar a presidência do Senado em favor da candidatura de Sarney. ?As conversas estão evoluindo. As negociações estão na reta final?, disse Calheiros por meio de sua assessoria. O responsável pelo diretório do PMDB-SP, o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, também se opõe ao acordo. Ele não gostou da idéia de desmarcar a convenção do partido, agendada para 16 de fevereiro. Na convenção, seria feito um pedido de destituição de Temer do cargo. A justificativa é que Temer declarou apoio à candidatura de José Serra (PSDB), que perdeu as eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, por isso, deveria abrir mão da presidência do partido. Para compensar Quércia, a ala de Temer concorda em acabar com a intervenção no diretório de São Paulo. Mas a assessoria de Quércia informou que isso não basta, pois já existe uma liminar derrubando a intervenção.