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Despreparo e falta de condi��es de trabalho pioram situa��o

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O despreparo de um significativo número de agentes para o contato com os reeducandos também é citado entre os fatores que provocam tensão e revolta entre os presos e seus familiares. Há ainda, como cita o promotor Luiz Vasconcelos, os problemas que resultam do reduzido número de recursos humanos, sejam de profissionais envolvidos na assistência à ressocialização, seja daqueles responsáveis pela guarda e ordem do sistema. A carência de pessoal qualificado é um problema reconhecido pelo secretário de Defesa Social e Ressocialização, Alfredo Gaspar. Promotor de Justiça ativo, o secretário exerce pela primeira vez cargo no Executivo, numa pasta de alta complexidade. Na função há seis meses, ele afirma que em Alagoas nunca houve uma política de valorização dos agentes penitenciários. O único concurso que o Estado realizou para essa função se deu em 2006, quando foram contratados 1.200 agentes. Destes, cerca de 500 concursados continuam no serviço público. Do total de agentes que hoje fazem a guarda dos presídios, mais de 1.200 são precários. São contratados provisoriamente, sem critérios técnicos. O despreparo e a falta de condições de trabalho são causa de constantes manifestações de familiares de presos, que costumam protestar queimando pneus e bloqueando vias de trânsito na capital. Esse é um problema que o secretário Alfredo Gaspar enfrenta utilizando o diálogo como instrumento de negociação. No final do mês passado, depois que dezenas de mulheres de presos fizeram um protesto em frente ao prédio do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), na Praça Deodoro, em Maceió, ele recebeu um grupo delas para discutir as queixas e denúncias que apresentaram. Com faixas, apitos e cartazes, elas fecharam o trecho da Rua Cincinato Pinto com a Barão de Penedo para reclamar de maus-tratos e supostos abusos de autoridade no sistema prisional.

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