Política
Trabalhamos dentro de uma bomba-rel�gio, que est� prestes a explodir
Os agentes penitenciários se queixam das condições de trabalho, de salários defasados e apontam a precária estrutura física das unidades, com paredes caindo, infiltrações, rede elétrica exposta e esgoto a céu aberto, como causa do clima tenso nas cadeias. O presidente do Sindapen, Alan Leite, afirma que a categoria vive situação de caos crescente. ?Fazemos a segurança de presídios que têm 800 presos com apenas cinco agentes por plantão. Trabalhamos dentro de uma bomba-relógio, que está prestes a explodir?, detona o sindicalista. Sua queixa se estende ao aumento quase diário do número de presos, enquanto o quantitativo de agentes penitenciários diminui a cada ano. ?O Estado não investe em concurso para suprir essa demanda sempre crescente?, reclama Alan Leite. A categoria, que decretou greve a partir desta segunda-feira, reivindica, entre outros itens, a implantação de uma bolsa salário de R$ 1.500. O secretário Alfredo Gaspar afirma que as reivindicações que tratam das condições de trabalho e de novos armamentos serão atendidas em curto prazo, mas ressalta que o Estado enfrenta sérias dificuldades financeiras, o que inviabiliza o pagamento da bolsa salário que o Sindapen está pedindo. Embora afirme categórico que torce pelo entendimento, Alfredo Gaspar revela que, se houver paralisação, ?o governo tem um plano B?.