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Política

Pol�mica movimenta debate sobre identidade de g�nero

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O alto índice de analfabetismo em Alagoas, aliado à falta de estrutura de muitas escolas da rede estadual, que ainda expõem o Estado nacionalmente, não entraram na pauta da Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Mas o preconceito contra a discussão de gênero, que visa definir políticas para manter e incluir crianças e adolescentes LGBT no sistema educacional público, já chegou ao Legislativo. A discussão é uma das diversas presentes na construção do Plano Estadual de Educação 2015-2025 ? que inclusive está atrasado. A lei que regulamenta o plano aponta que a sua aprovação deveria ocorrer um ano após o Plano Nacional de Educação. Há duas semanas, a partir de um pronunciamento do deputado Dudu Hollanda (PSD), ficou claro que o debate fragmentado, colocado fora de contexto, é capaz de causar indignação, repulsa e medo, caso não sejam observadas as condições em que o plano vem sendo elaborado. Segundo o deputado, um grupo de pais e alguns professores o teriam procurado demonstrando preocupação com a inclusão da chamada ?ideologia de gênero? no Plano Estadual de Educação. Na oportunidade, segurando um punhado de cópias de reportagens, Dudu ? que apoia a luta política dos LGBTs por reconhecimento social ? em tom enfurecido disse que não irá aceitar o ensino tratando ?como normal a transformação do corpo e o incentivo à homossexualidade? para crianças a partir de sete anos nas escolas. Entre os papéis estavam algumas imagens contidas no livro ?Menino brinca de bonecas??, de Marcos Ribeiro, lançado pela Editora Moderna e classificado como literatura infanto-juvenil. ?É isso que querem ensinar, que menino e menina não precisam se definir sexualmente, como se fosse para confundi-los?, desabafou Dudu. À época, durante o pronunciamento, como ocorreu em meio a um intervalo entre sessões tensas e polêmicas em torno dos vetos da 17ª Vara Criminal, existia um clima de dispersão em plenário. Ainda assim, houve indignação quando o deputado leu uma notícia falsa, repassada por um dos pais, que contava a história fictícia de um pedreiro que entrou na Justiça alegando ser gay e reivindicando o direito de usar o banheiro feminino na escola em que fazia supletivo. A escola citada na falsa reportagem não existia, tanto que se chamava Escola Municipal Dr. Belzebu, que é um dos nomes atribuídos à figura de Satanás.

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