Política
MP vai investigar destino de �R$ 12 milh�es da Seguran�a
ARNALDO FERREIRA A Procuradoria-Geral de Justiça vai investigar onde foram aplicados os R$ 12 milhões que o Ministério da Justiça repassou ao Estado para equipar, modernizar e treinar o aparelho de Segurança Pública. O procurador-geral Dilmar Camerino acrescentou que o Ministério Público (MP) quer saber por que as 281 espingardas calibre 12 compradas da fábrica Beretta, da Itália, pagas antecipadamente a intermediadores do Paraguai, ainda não chegaram à Secretaria de Defesa Social. ?Diante das informações do Conselho de Segurança, colocando dúvidas sobre a aplicação de grande volume de recursos federais e de transações duvidosas na compra de armas, o MP tem de assumir o procedimento investigativo?, afirmou o procurador. Ontem, na reunião do Conselho de Segurança, o vice-presidente do Conselho, Pedro Montenegro, e o presidente estadual do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Everaldo Patriota, cobraram do secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, transparência com a aplicação dos recursos públicos. Os dois só receberam ontem o demonstrativo da aplicação do montante de R$ 12 milhões. Prometeram analisar os documentos para, em seguida, se posicionar. Do montante repassado pelo Ministério da Justiça nos anos de 2000 e 2001, R$ 10 milhões foram administrados na gestão do delegado Mário Pedro. Ele explicou que, quando assumiu a pasta do ex-secretário Edmilson de Oliveira Miranda encontrou projetos em andamento, como modernização de delegacia, compra de viaturas, motos, armas e outros investimentos que consumiram R$ 5 milhões. ?Depois o Ministério da Justiça mandou mais cinco milhões de reais. Este dinheiro deveria ser aplicado na construção do Instituto de Identificação, na compra de equipamento que interligaria Alagoas aos demais institutos de Identificação do País; na construção e reaparelhamento do IML, na construção da Delegacia da Mulher e do Instituto de Criminalística. Quando deixei a pasta estava tudo em fase de licitação?. Mário Pedro revelou, ainda, que ao sair deixou R$ 3 milhões na conta da Caixa Econômica e mais R$ 2 milhões estavam para chegar. ?Não entendi por que obras como a da Delegacia da Mulher e do Instituto de Identificação só foram realizadas um ano depois da minha saída. Também não sei por que não executaram os outros projetos?. Sobre o pagamento de R$ 600 mil de forma antecipada na compra de 281 espingardas, disse que concluiu uma operação iniciada antes da sua administração. ?O pagamento antecipado visava segurar a alta do dólar?. Mas admite que as armas deveriam ter chegado. O atual secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, acredita que seus antecessores prestaram contas ao Ministério da Justiça de R$ 12 milhões. ?Acabamos de receber R$ 1,4 milhões para investimentos na polícia. Acho que o ministério não teria repassado mais recursos se o Estado não tivesse prestado contas dos recursos anteriores?. O vice-governador Luiz Abílio presidiu a reunião e prometeu transparência nos recursos da Segurança Pública. Garantiu que, agora, tudo será publicado no Diário Oficial.