Política
Estado registra crimes que chocaram
Duas décadas depois do martírio do vereador Renildo José dos Santos, sequestrado, torturado, morto e esquartejado em Coqueiro Seco, a travesti Soraia, de 39 anos, seria vítima de ato insano, cruel e covarde, no município sertanejo de Olivença. A violência praticada contra Soraia também chocou Alagoas. Foi amordaçada, teve pedaços de madeira introduzidos no ânus e o pênis queimado com álcool. Sobreviveu alguns dias, com muitas dores, exalando odor de podridão. De seu intestino grosso, os médicos extraíram pedaço de madeira de 15 centímetros. Valmir da Silva, nome de batismo, morreria 15 dias depois da internação, no dia três de fevereiro de 2012, ano em que Alagoas figurava como o Estado mais intolerante com os gays do Brasil. Quanto à orientação sexual, dos homossexuais mortos em Alagoas, três eram travestis e 15 gays. Naquele ano, de acordo com o levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia, não foram identificadas vítimas lésbicas, bissexuais ou heterossexuais.