Política
Militares decidem hoje se aceitam proposta do governo
A extensão do reajuste salarial de 5% para os militares, proposta que foi apresentada pelo governo na última quarta-feira, será defendida pelas associações que representam a categoria na assembleia marcada para esta tarde. Apesar de o percentual oferecido não alcançar o IPCA ? índice que mede a inflação ? e ter incorporação prevista apenas para dezembro, as entidades enxergam a negociação como uma conquista. O que elas ainda não podem garantir, entretanto, é que a tropa vá aceitar a proposta. A expectativa do governo é positiva. Para o governador Renan Filho (PMDB), o entendimento atende a dois pleitos dos militares: o cumprimento integral do acordo feito pela gestão passada, que repõe as perdas salariais de anos anteriores de forma parcelada, e a inclusão da categoria no aumento geral dos servidores públicos, anualmente. ?Isso é exatamente o que a categoria desejava. A repactuação feita pelo governo passado, mas que tem execução financeira na nossa gestão, será cumprida conforme o calendário já organizado. A proposta foi bem recebida pelas entidades e deve ser acatada pelos policiais na assembleia de hoje?, disse o governador durante a entrega de equipamentos novos para o Corpo de Bombeiros. Renan Filho espera que, após a assembleia dos militares, a operação-padrão da PM seja totalmente abortada. ?Faço um apelo para que cheguemos a um entendimento. A proposta foi franca, honesta e valoriza a categoria. Espero que, refletindo sobre o momento que estamos vivendo, nós tenhamos uma decisão que leve em consideração tanto as necessidades da categoria quanto o interesse do povo alagoano, que clama por segurança?, afirmou. O presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), Wellington Fragoso, afirma que as entidades defenderão a proposta, apesar de estarem em desvantagem em relação à data da incorporação do reajuste. ?A gente sabe que o funcionalismo recebe o reajuste em maio, na data-base que já está atrasada, mas, mesmo assim, concordamos em receber em dezembro para somar com o governo.