Política
Educadores v�o � greve geral
Sem sucesso na negociação salarial, os trabalhadores da educação estadual deflagraram greve geral após assembleia realizada ontem em Maceió. A paralisação começa na próxima quinta-feira, 16 de julho, com atos de protesto já agendados pela categoria. Eles reivindicam 13,01% de reajuste linear e melhores condições nas escolas, que acabaram de voltar às aulas após o recesso. Ontem, antes da assembleia, o secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, se reuniu com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal). A proposta do governo, no entanto, foi a mesma de antes: 7% de reajuste. A categoria argumenta que o piso nacional do magistério teve reajuste de 13,01% esse ano e que o governo do Estado reconheceu esse percentual ao implantá-lo para os profissionais com formação em magistério. ?A situação é grave e a solução é greve. Já esperamos tempo demais. Este governador está brincando com os servidores públicos. Ele aprofundou a crise na educação?, diz a presidente do Sinteal, Consuelo Correia. A reivindicação é para que o reajuste de 13,01% contemple também os demais profissionais da educação, inclusive os de formação superior. O calendário de lutas começa na próxima quinta-feira com protestos na cidade de Murici. No dia seguinte, 17 de julho, a manifestação acontecerá em Maceió. Além das melhorias nas escolas e do salário, os trabalhadores cobram a recuperação do sistema previdenciário estadual.