loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Collor diz que n�o ser� intimidado por a��o da PF

Ouvir
Compartilhar

O senador Fernando Collor (PTB) afirmou, durante pronunciamento no Senado Federal, no início da noite de ontem, que não será intimidado pela ação que classificou como ?invasiva? e ?espetaculosa?, desencadeada pela Polícia Federal na Operação Politeia. O parlamentar esclareceu que os bens apreendidos pela PF foram legalmente declarados e adquiridos por ele antes de qualquer período citado na investigação. Collor afirmou que essa é mais uma ação de uma operação espetaculosa, midiática, desnecessária e maldosamente orquestrada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com o Ministério Público Federal (MPF), a PF deflagrou a Operação Politeia para cumprir 53 mandados de busca e apreensão em vários estados do Brasil, referentes a processos instaurados no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar supostas ligações de políticos com a Operação Lava Jato ? entre eles os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra Coêlho (PSB-PE), o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) e o ex-ministro Mário Negromonte (PP-BA), além de Collor. De acordo com o senador, a ação da PF e da PGR faz parte de uma operação espetaculosa maldosamente orquestrada pelo procurador-geral da República, com o único intuito mesquinho e mentiroso de vinculá-lo a uma investigação criminosa. ?Os bens e valores foram legalmente declarados e adquiridos anos antes de qualquer investigação, muito antes do suposto cometimento de pretensos crimes maldosamente a mim imputados?, esclareceu. Para o senador, a truculência da operação da PF na busca e apreensão sob o comando do MPF e envolvendo integrantes do Congresso Nacional extrapolou todos os limites do Estado de Direito, e todos os limites constitucionais, e da legalidade. Collor narrou que os agentes, sem apresentar um mandado da Justiça, confrontaram e invadiram a jurisdição da Polícia Legislativa do Senado Federal e, portanto, a soberania de um poder da República. ?O argumento da operação - vejam só! - foi o de evitar a destruição de provas. Provas de quê, afinal? Por acaso um veículo é um documento? Por acaso um veículo é um computador? Qual seria o objetivo então, a não ser o de constranger, de intimidar e, principalmente, o de promover uma cena de espetáculo pura e simplesmente visando à exploração midiática dessa malfadada e ilegal iniciativa??, questionou. Collor lembrou que, apesar de se colocar à disposição para prestar esclarecimentos por duas vezes, ele não foi ouvido, visto que ambos os depoimentos foram desmarcados pelas autoridades. O senador indagou que, se a operação ainda está na fase de investigação, ou seja, nem denúncia formal ainda houve, essa ação de hoje é ou não é um prejulgamento, uma pré-condenação. Para ele, foi uma invasão de privacidade, tanto particular como institucional dessa ordem. ?É ou não é uma tentativa de imputação prévia de culpa, sordidamente instrumentada e encomendada por Janot??, perguntou. Na visão do ex-presidente, não é assim, como a ação desencadeada ontem, que se constrói um verdadeiro Estado de Direito. ?Ferir direitos individuais, invadir propriedade alheia, recolher bens declarados, tudo isso de uma pessoa que sequer responde a um processo, que sequer prestou qualquer depoimento e que sequer foi ouvida, é no mínimo violar a Constituição Federal?, pontuou.

Relacionadas