Política
Professores entram em greve na rede estadual
Ao invés da capital, o interior do Estado. Diferente de paralisações anteriores, que começaram fechando escolas em Maceió, desta vez a greve dos trabalhadores da Educação começou com um grande ato público realizado ontem pela manhã, nas ruas de Murici. A paralisação deixa sem aulas 200 mil alunos da rede estadual. A caravana da Educação partiu logo cedo, de Maceió e de várias regiões do Estado, em direção a Murici. A caminhada percorreu as ruas da cidade, com faixas e palavras de ordem focadas em valorização, realinhamento de carreira, respeito aos aposentados da Educação e reajuste salarial. A greve, decidida em assembleia realizada no último dia 10, exige avanço nas negociações salariais, estagnadas no impasse entre o percentual de reajuste de 13,01% reivindicado pelos trabalhadores, e os 7% oferecidos pelo governo e rejeitados pela categoria. Com data base em maio, os trabalhadores da Educação estão em campanha salarial desde abril. Na avaliação de Consuelo Correia, presidente do Sinteal, o primeiro dia de greve foi bastante positivo, porque conseguiu, por meio da manifestação no interior do Estado, ?mostrar à sociedade, aos alunos e seus familiares a justeza do movimento e a luta do Sinteal e da categoria em defesa de uma educação pública de melhor qualidade?. Ela disse que nesse primeiro momento ainda não dá para avaliar o nível de adesão, mas destacou que a mobilização vai continuar nas próximas semanas, com uma agenda de atividades na capital e no interior do Estado. Na terça-feira, 21, o sindicato e a categoria realizam ato público no Cepa, em Maceió, onde fica o maior complexo educacional do Estado e onde está instalada a Secretaria de Estado da Educação.