Política
Governador afirma que reajuste fica s� em 5%
Na primeira entrevista à imprensa após servidores e sindicalistas terem bloqueado a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) na semana passada, o governador Renan Filho (PMDB) condenou, ontem, atos ?radicais? e reafirmou a dificuldade de conceder reajuste salarial maior que a última proposta de 5% parcelados. De acordo com Renan, a queda de cerca de R$ 20 milhões no repasse deste mês do Fundo de Participação dos Estados (FPE) agravou a já ruim situação financeira do Estado, o que distancia ainda mais a possibilidade de reposição da inflação reivindicada pelos servidores. ?As categorias sabem que o Estado está numa situação difícil. Só este mês, o FPE teve uma frustração em torno de R$ 20 milhões, em relação ao ano passado. O Fundo é a nossa principal receita. Quando a gente tem frustração na nossa principal receita, a gente tem dificuldade de conceder aumento, de fazer as coisas?, disse o governador, antes de inaugurar um novo serviço no Hospital Geral do Estado (HGE). Renan disse que é preciso entrar em consenso com as categorias, mas não falou em aumentar a proposta. ?Temos que chegar a um acordo, mas temos que dar um aumento que possamos pagar e que valorize o servidor. É lógico que nós já estamos no limite do financeiro, porque, além de dar o aumento nós precisamos pagar a conta. Eu tenho dito isso aos servidores?, declarou, repetindo o discurso dos últimos meses. A proposta de 7% para o magistério e 5% para as demais categorias, incluindo a Polícia Militar, é considerada um ?grande esforço? pelo chefe do Executivo. A ameaça de greve geral parece não amedrontar o governador. ?Sempre tem o anúncio de greve geral, mas se você for observar, a coisa tem sido muito mais franca neste governo com relação a movimentos anteriores. Temos ouvido a todos e mantido os canais de discussão abertos. Acho que as pessoas têm entendido o momento que vive o Brasil?. Para o governador, a mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que impediu o trabalho na Sefaz na última sexta-feira, não é o caminho para resolver o impasse. ?Radicalismo é ruim de qualquer parte. Não é no radicalismo que vamos achar saídas para os nossos problemas?, disse.