Política
Partidos j� t�m 14 pr�-candidatos a prefeito de Macei� / Parte II
Candidato do PPS Numa situação mais tranqüila está o PPS. O deputado federal Régis Cavalcante, que não conseguiu se reeleger, já disse: ?Sou candidato natural a prefeito de Maceió?. Para justificar, lembrou que na última eleição municipal foi para o segundo turno e perdeu para a prefeita Kátia Born. O PPS na última eleição estadual fez oposição ao governador Ronaldo Lessa. A convite do próprio governador, o partido aceitou recompor com a frente de centro-esquerda articulada por Lessa. Hoje, além de fazer parte do conselho político, ocupa a Secretaria de Irrigação, Recursos Hídricos e Meio Ambiente. O PCdoB também tem projeto político municipal. O partido compôs a frente de esquerda junto com o PT seguindo a orientação nacional do partido, que ajudou a eleger o presidente Lula. Nas eleições locais fez oposição a Lessa. Mas hoje está no grupo do governador. A maior liderança do partido, Eduardo Bonfim, é o secretário estadual da Cultura, apontado como o provável candidato a prefeito. O PDT do ex-vice-governador Geraldo Sampaio também está acompanhando a evolução do quadro. Admite candidatura própria a prefeito de Maceió. O partido recompôs com Lessa, ganhou a Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda. Mesmo assim, pode lançar o presidente do diretório estadual, Geraldo Sampaio, como candidato a prefeito. O PTB, do deputado Antônio Albuquerque, compôs com Lessa e ganhou cargos no governo. O partido lançará candidatos a prefeito na maioria dos municípios do sertão e agreste, onde é forte. Em Maceió, o nome do deputado federal João Lyra é apontado como candidato a prefeito. O minúsculo PSL do superintendente da CTBU, Adeilson Bezerra, está de olho nas prefeituras do sertão, agreste e da capital. ?O partido se estrutura para ganhar prefeituras importantes, entre elas, a de Palmeira e de Maceió?, disse Adeilson, ao admitir que ?sou o candidato em Maceió?. O PL do deputado João Caldas também está de olho em várias prefeituras. Mas, no momento, não há estratégia em curso. Emergentes unidos Os partidos nanicos, entre eles, o PTC, PSD, PRT, PSDC, PSC, PTdoB, PHS, PV, Prona, PAN, PH, PST, também prometem se articular para lançar uma chapa completa. O presidente do PMN, Ildo Rafael, empolgado com os 51 mil votos que recebeu de Maceió, entre o total de 98 mil votos em todo o Estado como candidato a senador na coligação do PT, disse ?sou forçado a assumir a candidatura de prefeito da capital do meu Estado. Tive mais votos que o deputado federal Carimbão, que se elegeu com a ajuda da máquina estadual e obteve pouco mais de 63 mil votos em todo o Estado. Obtive mais votos que o candidato mais rico, o industrial João Lyra, que teve mais de 114 mil votos em todo o Estado e apenas 38 mil em Maceió?. Rafael observou que a disputa só vai esquentar e se definir depois de setembro, quando acabar a fase de filiações partidárias. Silêncio da oposição Os partidos de oposição, o PPB, PRTB e o PFL, aguardam mais definições da conjuntura política estadual para lançar seus projetos municipais. Mas adiantam que vão apresentar candidaturas de prefeito e vereadores na maioria dos 102 municípios. O presidente do PPB, deputado federal Augusto Farias, recentemente levantou a possibilidade de se candidatar a prefeito. ?Tenho serviços prestados ao desenvolvimento do meu Estado. Portanto, é natural o interesse em disputar a prefeitura da capital do meu Estado?. O deputado federal José Thomaz (PFL) Nonô, reeleito pela sexta vez, confidenciou a amigos que seu partido deverá lançar ou apoiar um candidato de oposição. O desempenho dos governos federal e estadual é um forte componente para as candidaturas de oposição. Por isso, a estratégia dos partidos é aguardar o desenrolar dos acontecimentos e silêncio. As articulações acontecem nos bastidores e as candidaturas ainda estão indefinidas. Enquanto os partidos se movimentam e trabalham para aumentar suas bases partidárias, o Tribunal Regional Eleitoral avisa os diretórios municipais que até o dia 30 de setembro as pessoas que desejam ser candidatos a prefeito e vereadores nas eleições municipais de 2004 têm de estar com suas filiações definidas.