Política
Nanicos provocam rebeli�o por cargos
MARCOS RODRIGUES A acomodação dos novos partidos aliados nos cargos do governo está causando uma ?rebelião dos nanicos? que se sentem preteridos nas escolhas do governo. Eles ainda não têm funções no segundo mandato do governador Ronaldo Lessa (PSB), e se sentem preteridos pelo governo que já acomodou partidos que fizeram oposição ao governo. As legendas emergentes vêm causando uma agitação na base de apoio do governo. O primeiro sinal de descontentamento aconteceu na primeira reunião do Conselho Político presidido pelo próprio Lessa. O presidente do PSDC, Eudo Freire, indagou diretamente o governador sobre a entrada no governo de partidos que fizeram oposição ao governo. Até agora estão sem explicação. Antes de viajar para Porto Alegre, onde participaria do terceiro Fórum Social Mundial, o governador nomeou como interlocutor com os ?nanicos? o presidente do PSB, Jurandir Bóia Desde a última reunião, Bóia não realizou nenhum encontro com os partidos que ainda pleiteiam cargos dentro do governo. Agora, além de negociar cargos federais com o PT, ele tem outra missão: acalmar os nanicos. Os emergentes não vêm perdendo tempo. Os presidentes dos partidos continuam se reunindo para afinar o discurso. A grande dúvida das siglas é porque serão convocados para a composição após a entrada de partidos que fizeram oposição a Lessa. Neste caso, se incluem o PC do B, PPS e o PDT, todos já acomodados dentro do governo em secretarias. Os ?nanicos? sabem que se espernearem muito podem desagradar o palácio, mas se não aparecerem, serão esquecidos. Por isso, o presidente do PT do B, Marcos Barbosa, pretende esta semana afinar o discurso dos ?nanicos?. ?Não adianta ficarmos com falas soltas na imprensa. O melhor é afinarmos o discurso, mas no campo político, pois não queremos apenas cargos. O que está em jogo é o projeto?, explicou Barbosa. A força dos emergentes é algo discreto, mas real. De quatro deputados eleitos na Coligação Alagoas Para Todos, dois são de siglas emergentes. É neste contexto que os ?nanicos? querem disputar espaço. Nacional Mas foi a conjuntura nacional que pegou os ?nanicos? de surpresa. Com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vários partidos, que no primeiro turno tinham candidatos próprios, apoiaram Lula no segundo turno. Com isso, conquistaram o espaço de pleitearem cargos. Seguindo esta tendência, Eduardo Bomfim (PC do B) foi nomeado secretário estadual de Cultura. Anivaldo Miranda (PPS) ficou com a Secretaria de Irrigação e Recursos Hídricos. E o PDT indicou Corinto Campelo para a Secretaria de Habitação. Os emergentes comemoraram a decisão do PT de não entrar no governo. Mas uma semana depois da desistência petista a situação deles não mudou. A novidade no cenário político é a aproximação do PTB, do deputado Antônio Albuquerque.