Política
Impasse com servidores vai completar tr�s meses
Três meses de negociação. Desde 1º de maio, data-base de reajuste salarial dos servidores públicos do Estado, governo e dirigentes sindicais travam um duelo sóbrio, de palavras e números, na tentativa de chegar a um acordo que garanta a reposição de perdas sobre os valores salariais da classe trabalhadora, sem provocar, no Estado, o desequilíbrio das contas, constantemente ameaçadas por perdas de receita e pelos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De um lado e do outro, já houve concessões. Avanços e recuos, propostas e contrapropostas mastigadas minunciosamente nas quatro operações matemáticas, em busca de um denominador comum. Os servidores, que em fevereiro entregaram a pauta de reivindicações para o governo, com proposta de reajuste de 15% para todas as categorias, esperavam, em 1º de maio, que o governo acenasse com anúncio da reposição da inflação medida pelo IPCA (6,41%, em maio). Pelo menos isso. Para o governo do Estado, nem isso. A comissão de negociação começou maio com indicativo de reajuste de 0%, mas evoluiu, nesses três meses, e chegou a 5%, divididos em três parcelas, sendo uma em maio e duas no final do ano (novembro e dezembro). Porém, alega que avançar para os 6,41% pedido pelos servidores deixaria o Estado perigosamente no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. A negociação estancou por aí. E, se de um lado o governo pede compreensão, do outro, os servidores pedem valorização. O problema é que a conta não fecha e a rima se perde exatamente na diferença de 1,41% que o governo insiste em não dar e que os trabalhadores, por sua vez, insistem em não quere perder. ?A reposição da inflação é o mínimo que se pode aceitar numa negociação salarial. Disso não podemos abrir mão. É preciso sensibilidade do governo?, diz a presidente da CUT, Rilda Alves. ?A situação econômica do País é preocupante e Alagoas não está fora desse contexto, principalmente depois da diminuição do FPE. O momento é de cautela e de ajustes?, explica o secretário de Planejamento e Gestão Pública, Christian Teixeira, que vem coordenando as negociações em nome do governo.