Política
Projeto atende menores infratores
Superlotação, falta de estrutura física, falta de condições mínimas de ressocialização e humanização transformam as unidades de internação de menores, em Alagoas, em ambientes incompatíveis com a proposta de recuperação social de adolescentes em conflito com a lei. O já conhecido caos que levou à interdição de três unidades torna-se cada dia pior, e outros três pedidos estão na mão do juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude. Se fosse para cumprir o que manda a lei, apenas uma das sete unidades de internação sob responsabilidade da 1ª Vara ficaria aberta - em Rio Largo - admite o juiz Ney Alcântara. Segundo ele, na unidade provisória que funciona no antigo DER, 60 menores dividem o espaço onde só caberiam 20, mas não há o que fazer, porque não há para onde levar os menores. No meio desse caos, vem um alento. Ao lado do juíz da 15ª Vara Cível da Capital, Maurílio Ferraz, o juiz da Infância e da Juventude, Ney Alcântara, falou ontem pela manhã, em entrevista ao programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta, de uma iniciativa pioneira envolvendo os poderes Judiciário estadual e Executivo municipal, que será colocada em prática nos próximos dias, abrido oportunidade para a ressocialização de adolescentes em conflito com a lei, na capital alagoana.