Política
Projeto quer reflorestar regi�o do Baixo S�o Francisco
Cresce o movimento de promotores de Justiça, empresários e ambientalistas de Alagoas e Sergipe em defesa da região do Baixo São Francisco, que compreende cerca de 280 quilômetros entre a Hidrelétrica de Xingó, no município de Piranhas, e a foz do rio no município de Piaçabuçu. Com a redução da vazão de 2 mil metros cúbicos por segundo para 900 metros cúbicos, água salgada avança e mata os peixes da região. A solução para reduzir um desastre ambiental de grandes proporções está na recuperação e reflorestamento das nascentes e construções de grandes lagos nas áreas críticas próximas da foz. O articulador do projeto SOS São Francisco no Ministério Público Estadual (MP), o procurador de Justiça Eduardo Tavares está em peregrinação em busca de apoio para a construção de barragens. Segundo ele, ?toda a extensão do rio passa por momentos críticos. E agora acabamos de confirmar os estudos científicos: os rios começam a morrer na foz?, alerta Tavares. Os promotores de Justiça da área de defesa do meio ambiente estão a frente da luta e tem feito incursos no sentido de combater a poluição, desmatamento e outras agressões. Um dos mais antigos nesta luta é o promotor Sílvio Menezes Tavares, que teve seus trabalhos publicados em revistas especializadas e participa também do SOS São Francisco. Em 2001, o promotor ? que é de Penedo ? divulgou no jornal do Ministério Público Estadual o resultado da pesquisas dele sobre ?o desastre da transposição? e indicava caminhos para a recuperação do rio. O trabalho foi transcrito inclusive no site da Fundação Joaquim Nabuco. ?Sabe-se que quem mantém o rio não é apenas a água de sua nascente na Serra da Canastra, mas o volume hídrico depositado pelos seus inúmeros afluentes dos estados de Minas, Bahia e Pernambuco. Para tentar recuperar o rio ao longo de suas estações, seria imprescindível proteger, com reflorestamento e outras atividades técnicas, os seus afluentes que estão morrendo e, por via de consequência, contribuindo para a morte do grande rio?, observa.