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No TC, ponto eletr�nico causou correria

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Depois de anos servindo de ?chacota? nos bastidores da política alagoana, o Tribunal de Contas do Estado (TC) passa hoje por mudanças encabeçadas pelo novo presidente, conselheiro Otávio Lessa. Ele trabalha para tornar a corte de Contas em órgão auxiliar aos administradores públicos, de instrumento de fiscalização da sociedade, e insere a Corte no Fórum de Combate à Corrupção. Antes, porém, o Tribunal - que era chamado de ?órgão faz de conta? ? decide dar exemplo concreto de que as medidas de austeridades começariam dentro da própria Casa. A Casa que se tornou num dos maiores cabides de emprego de ?funcionários fantasmas?, segundo os próprios servidores efetivos que pedem para não ter seus nomes publicados, adotou uma medida simples e que vem gerando um efeito interessante no projeto de recuperação do prestígio da corte de Contes. O ponto eletrônico gerou revolta sobretudo naqueles que recebem salários de R$ 10 mil sem trabalhar. Logo depois do anúncio do ponto, houve uma correria de servidores, 80 deles entraram com requerimento de aposentadoria, confirmou Otávio Lessa. Alguns desses ocupavam cargos técnicos sem ter qualificação para tal. ?Um dos maiores desperdícios de dinheiro público é a contratação de pessoal para cargo técnico sem que o contratado tenha condições de executar as funções?, reconheceu Lessa, sem revelar mais detalhes sobre este tipo de irregularidade no poder. Além desses que requereram a aposentadoria, a nova medida identificou mais de 60 pessoas que recebem valores que variam de R$ 4 mil a 10 mil sem trabalhar. A maioria entrou com atestado médico para tentar escapar do processo administrativo por abandono de serviço. Nos atestados, a maioria alega sofrer Síndrome do Pânico.

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