Política
Demiss�es t�m amenizado a crise
Nas prefeituras dependentes do FPM, só quem está com os salários em dia é o pessoal do quadro efetivo. As Câmaras Municipais de Vereadores recebem o duodécimo mensal em duas ou três parcelas. Um desses casos ocorre no município de Barra de Santo Antônio, litoral norte distante 50 quilômetros de Maceió. ?A prefeitura arrecada do FPM R$ 380 mil/mês, depois dos descontos e das retenções dos parcelamentos do FGTS, ISS, INSS, ficam na conta pouco mais de R$ 200 mil. Esse dinheiro é para quase tudo: pagamento da folha dos efetivos, manutenção da máquina, obras... e também repasses constitucionais como o duodécimo da Câmara. Como o dinheiro não dá, estamos pagando o duodécimo do Legislativo em duas e três parcelas?, admitiu o prefeito Rogério Farias, ao acrescentar: ?Hoje ainda não sei como vou pagar o décimo terceiro de parte do funcionalismo?. Parte do efetivo já recebeu o 13º salário. Mas o pagamento é feito para aqueles servidores em dificuldade financeira comprovada ou com parentes doentes. A relação política com a Câmara dos Vereadores é tensa, apesar do Executivo ter a maioria dos nove vereadores na base de apoio. Mas o Legislativo municipal cobra respeito. A população também reclama melhorias na infraestrutura e limpeza urbana. O prefeito já sabe que se o atraso no repasse dos duodécimo permanecer, ele vai perder a base de apoio e corre o risco de ter que enfrentar um processo de impeachment por improbidade administrativa. Desde o ano passado até agora a Prefeitura da Barra de Santo Antônio já demitiu mais de trezentos funcionários em cargos de comissão e secretários municipais. A folha que já teve cerca de dois mil servidores tem atualmente 900: dos quais 600 são estatutários e 290 contratados ou comissionados. Para piorar ainda mais a crise por lá, o Ministério Público do Trabalho (MPT) quer acabar com as contratações dos apadrinhados e já determinou o fim dos contratos sem concurso público. Assim, praticamente obrigou a prefeitura a regularizar o quadro funcional como determina a Constituição. Então, a prefeitura terá de fazer concurso público para contratações em setores vitais como Saúde e Educação.