Política
Crise amea�a 13� sal�rio entre as prefeituras
Exceto a Prefeitura de Maceió, que desde 2012 fez cortes drásticos nas despesas e reduziu o quadro de funcionários contratados e comissionados, a maioria das 102 prefeituras alagoanas ainda não sabe como vai pagar o 13º salário do funcionalismo público. A crise é maior nas administrações municipais de pequeno porte, onde os secretários e diretores de repartições acumulam pastas e cargos e estão com mais de dois meses de salários atrasados. As contratações e concursos públicos estão suspensos até que haja equilíbrio financeiro. As quedas na arrecadação acontecem em todas as fontes. A mais preocupante é no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O dinheiro dele mantém mais de 50% das prefeituras de Alagoas. A arrecadação total das prefeituras com o FPM, segundo a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em julho somou R$ 98.420.753,34, a correção de 0,5%, prometida no início do ano pelo governo federal não foi executada na sua totalidade. O que fez piorar a crise financeira das administrações municipais que operam no vermelho desde o ano passado. A situação econômica dos municípios é semelhante. Não existe um pior do que o outro. Alguns enfrentam mais problemas como os do Sertão e do Litoral, que têm despesas maiores em relação a outros que recebem o mesmo FPM e tem outras fontes de arrecadação. De uma forma geral, quando o FPM cai todas as áreas são afetadas porque as prefeituras não têm como bancar obras, ampliar programas sociais e promover melhorias em áreas vitais como Educação e Saúde. Apesar da crise, a AMA garante que as prefeituras estão aplicando recursos superiores ao que obriga a lei em Educação e Saúde, por exemplo. O salário do funcionalismo estatutário, do quadro efetivo, esta em dia na maioria das cidades. Já os contratados, os comissionados, prestadores de serviços reclamam de atrasos e fornecedores cobram entre três e quatro meses de vencimentos atrasados.