Política
Reforma copia modelo da iniciativa privada
A cada quatro anos, ainda que não se mude de governador, geralmente Alagoas vê mudar a estrutura administrativa do Estado. O chefe do Executivo pede e a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) delega a ele o poder de mexer nos cargos e alterar o esqueleto, criar ou extinguir órgãos. Com todos querendo adequar a máquina pública a sua maneira própria de governar, as políticas que deveriam ser de estado acabam ficando perecíveis à duração do mandato. Secretarias se fundem para, no governo seguinte, voltarem a ser pastas separadas e metodologias de trabalho são implantadas com data de validade de 48 meses. Na última semana, o governador Renan Filho (PMDB) publicou a Lei Delegada nº 47, que estabelece uma nova estrutura organizacional e um modelo de gestão inédito, segundo o governo. Esta é a quarta reforma administrativa desde 2003, quando o então governador Ronaldo Lessa modificou o organograma do Estado. Depois, cada um dos dois mandatos consecutivos do tucano Teotonio Vilela Filho teve direito a uma nova reforma. E, agora, o que há de realmente novo no formato criado por Renan Filho e equipe? A Gazeta conversou com o braço direito do governador, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, que detalhou a ?alma? da novidade. ?Na realidade, mudou a filosofia completa. Isso aqui [a Lei Delegada] não é só alteração de nomenclaturas de cargo e de estrutura organizacional. Vai além. Ela estabelece um novo modelo de gestão e isso é o que entusiasma muito a gente. Há princípios e conceitos e, com base neles, todo o governo vai mudar de postura, replicando o que o governador Renan Filho já vem tentando estabelecer aqui na governança desde janeiro?, diz Farias, referindo-se ao método de planejamento e monitoramento de ações sob a fiscalização cerrada do próprio governador.