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Lessa: “Nanicos t�m de se fundir para ficar no governo”

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ARNALDO FERREIRA Os partidos considerados nanicos (PTC, PSD, PRP, PSDC, PSC, PTdoB, PMN, PHS, PAN, PV, Prona e PST) podem estar com os dias contados dentro do governo Ronaldo Lessa (PSB). Além do trabalho que dá para acomodar a maioria das 12 legendas, os dirigentes fazem muito barulho ao cobrar cargos de primeiro a terceiro escalões do governo. Por isso, Lessa quer que os dirigentes se unam para formar duas ou no máximo três siglas partidárias. O governador já começou a discutir com o presidente do seu partido, Jurandir Bóia, o futuro dos nanicos. Agora, busca entendimentos com as direções dos partidos emergentes. Ronaldo Lessa quer se antecipar ao projeto de reforma partidária que deverá extinguir os partidos que não tiverem uma bancada federal de 5% a 10% dos 515 parlamentares do Congresso Nacional. Cargos Através de interlocutores especiais, Lessa comunicou, ontem, que vai dar cargos para os partidos pequenos que ainda não foram contemplados e tiveram uma posição de fidelidade durante a campanha eleitoral. Antes, porém, quer convencer os dirigentes sobre a necessidade de assumirem logo o projeto de fusão partidária. O governador vai conversar com os presidentes desses partidos. No caso, o PTC, que é presidido pelo ex-deputado e um ex-coordenador das campanhas de Lessa, Francisco Porcino; o PSD, dirigido por Armando Lobo; PRP, por José Djalma; PSDC, Eudos Freire; PSC, Marcos André; PTdoB, Marcos Toledo; PMN, Ildo Rafael; PHS, Nadja Amália; PV, Sandra Menezes; Prona, Ednaldo Simão; PAN, Gerson Guarini; e PST, Paulo Medeiros. O presidente do PSB, Jurandir Bóia, explicou que na reforma partidária a ?cláusula de barreira? poderá ser o fim para os partidos pequenos. ?Quem não tiver representação no Congresso cairá na cláusula de Barreira. Também não tem sentido o governo destinar a Secretaria de Educação, por exemplo, para quem não tem representatividade?. Mesmo assim, Bóia disse que o governo vai tentar contemplar seus aliados. Só não sabe como, ainda. A maioria dos dirigentes dos partidos é desconhecida dos 1,3 milhão de eleitores alagoanos. Alguns se movimentaram rápido, já ganharam cargos de segundo e terceiro escalões, conseguiram empregar seus parentes dentro das novas estruturas de cargos comissionados.

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