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AL tem Pressa termina sem resultados

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O Estado de Alagoas gastou R$ 5,2 milhões na contratação, em 2011, de uma renomada consultoria para elaborar e implantar um planejamento estratégico que prometia acabar com a miséria dentro de alguns anos. A receita era modernizar a gestão, trabalhar com projetos eleitos como prioridade e usar o monitoramento rigoroso de metas para obter, em médio e longo prazos, resultados positivos para os alagoanos. Muito criticado à época, o caro contrato deu à luz o Programa Alagoas Tem Pressa, plano de Estado cuja execução iria até o ano de 2022 mas que viu a morte prematura chegar junto com o começo da gestão do governador Renan Filho (PMDB). Na semana passada, o governo promulgou a Lei Delegada nº 47, que promove uma nova reforma administrativa no Estado. Apesar de instituir um modelo de gestão que também é baseado no planejamento estratégico, no controle de metas e na eficácia dos resultados, a reforma de Renan Filho não aproveita - pelo menos oficialmente - nada do antigo ?plano de Estado?. Questionado pela Gazeta, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, afirmou que o programa foi encerrado e o que restou foi a continuidade de alguns projetos e obras que agora serão acompanhados pelo novo formato de trabalho do governo, a exemplo da construção do Canal do Sertão. ?Aquele formato de programa não existe mais. Alguns projetos estão sendo tocados, mas hoje não há mais o acompanhamento do Alagoas Tem Pressa?, disse Farias. Para o secretário, o programa implantado pela equipe do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) falhou em concentrar todo o esforço num núcleo especial de trabalho que, na opinião dele, não estendia a expertise para o restante da máquina administrativa.

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